sábado, maio 31, 2008

Discurso direto

Deveria escrever talvez com palavras mais arquitetadas
mas me faltam na língua,quando na verdade
quero te surrar com uma porrada de raiva.
Te digo meu belo príncipe
Que não há locução adjetiva mais bela que um simples filho da puta
Que não há reza,nem macumba mais crédulas que um vai se fuder
Que nem a modesta e intocáveis semântica,sintaxe impõem calma em
Meu pequeno jogo de palavras.

A verdade é que meu grito se cansou de ser abafado
Minha poesia se desgasta quando pra sua ilustre pessoa
E esgotada vou ficando.

Cansei dos leros leros e acasos
Do que é possível ou impossível
No peito de uma adolescente insensata
Pulsa tua frieza e mais nenhuma despedida.

6 comentários:

brunoleles_1 disse...

ju, ficou bom...
parabens, shuahsua ta ficando grande o blog...hehe

beijoo saudade de vc

Lenin disse...

vc parece escrever com as artérias, veias e vasos. tenho a impressão que seus versos brotam naturalmente, sem artificialidade, sem esforço. escreve do jeito que pensa e ama do jeito que escreve. muito bom. bj

rosa disse...

incisivo e confessional
muito linda, nenem

* hemisfério norte disse...

palacras
em arco

arqui
.... tectadas
atadas

soltem-se as palavras

bjs
a.
http://miniminimos.blogspot.com/

Salve Jorge disse...

Ser direta
Pra apagar aresta
Pode ser prática funesta
Se a concordância é linguística
Já que a discrepância costuma ser ontológica
Embora um tanto mística
Basta seguir a seta
Se essa é a meta
Deixar a púdica
Com as hienas
E pegar essas ranhuras pequenas
Correndo as unhas no quadro
Mesmo sem ter lastro
Atirar por acaso
E pisotear lero lero
Que transposto o mistério
É pouco mais que as ruínas de um falso império...

Estêvão disse...

kkkkkkkkk
muito bom :p

caso um dia eu precise virei aki pega-lo :D