terça-feira, janeiro 12, 2010

fúria da noite

Dentro da noite veloz
Engatio sorrateiramente pelas varandas dos prédios empilhados
Pincelo ligeiramente meu olhar pelas poucas luzes acesas ao lado
Logo adiante, estrelas respigam sua tinta em meus papeis
Faço um rabisco
Invento poemas
Nada de métrica,nem trema


Dentro da noite veloz
A calmaria se despedaça
A fugacidade se disfarça
O tempo não responde as horas
As horas martirizam minha demora

Dentro na noite veloz
Rapidamente as estrelas são jogadas fora
Ela se desfaz
Joga suas roupas fora
E nos resta,após sua sentença
gavetas trancadas
por um dia feito de fumaça

3 comentários:

Elliott disse...

Nem fumaça,
nem poemas,
invento métricas,
prometo sentenças.

E meu olhar,
minha demora,
é gaveta trancada,
rabisco na areia
que o mar em breve apaga
joga suas roupas fora
e me afoga
no abismo tempo,
não me responde as horas
dentro da noite veloz.


iu hehehe

Pedro Inácio disse...

achei lindo! :~
=x

Pinky disse...

Está cada vez melhor, garota!!!